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Consulta médica não é palco para estereótipo. Um médico e a operadora Hapvida foram condenados solidariamente a pagar R$ 10 mil a um paciente que sofreu humilhações durante o atendimento em Limeira/SP. Entre as “pérolas” ditas: “você é baiano, por que todo mundo que vem de lá tem mania de doença?”.
O paciente gravou a consulta (e sim, a gravação foi considerada lícita com base no Tema 237 do STF). A sentença concluiu que as falas ultrapassaram qualquer limite razoável da relação médico-paciente e causaram sofrimento moral, que, nesse caso, dispensa comprovação (“in re ipsa”).
Além do médico, o plano também foi responsabilizado com base no CDC, por se tratar de atendimento prestado por profissional credenciado. A decisão reforça que comunicação clínica não é detalhe: é parte essencial do cuidado, e pode gerar indenização quando mal-conduzida.


